Segundo foi revelado ontem em Assuno, h trs dias Oviedo ameaou explodir a residncia presidencial e assassinar a famlia de Wasmosy caso o presidente insistisse em sua demisso.
O acordo feito tera-feira entre Wasmosy e Oviedo - pelo qual o general deixaria a chefia do Exrcito, mas seria nomeado ministro da Defesa - fazia gua, rejeitado pela populao que, segunda-feira  noite, tinha sado  rua para defender a democracia.
Numa cerimnia da qual Wasmosy participou, Oviedo deixou a chefia do Exrcito e passou para a reserva, mas sua posse no Ministrio da Defesa foi adiada.
"Que ele rasgue o decreto que me afasta do governo", insistia.
Wasmosy s no desistiu da presidncia, que exerce h trs anos, porque recebeu respaldo internacional, do papa Joo Paulo II ao presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos.
Um blefe em resposta aos blefes do virulento e carismtico Oviedo que, por aqui, entre diplomatas estrangeiros, tem fama de narcotraficante, entre militares a marca de competente e na boca do povo provoca insinuaes maledicentes por sua excessiva paixo em desfilar de Csar no carnaval.
Temendo os grampos, os interlocutores entre o presidente e o general golppista se recusavam a usar telefones e passaram a madrugada de segunda para tera-feira entre a casa de Wasmosy, uma improvisada fortaleza de negociaes, e o quartel de cavalaria, onde o general, que insistia em desacatar a ordem do presidente e no abria mo do comando do Exrcito, devolvia seus explosivos recados.
- conheciam os bastidores da ameaa de golpe militar e das negociaes entre Wasmosy e Oviedo, que duraram 17 horas.
